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domingo, 6 de maio de 2018

Reino Ameaçado terá o último híbrido e rompe com a fórmula de franquia


A edição de junho da revista britânica Total Film trouxe uma reportagem especial de Jurassic World: Reino Ameaçado como o destaque do mês. Chris Pratt e o novo híbrido Indoraptor estampam da capa e a matéria conta com entrevistas de Pratt, Bryce Dallas Howard, Colin Trevorrow e J.A. Bayona. O elenco e equipe discutem sobre como o filme quebra a fórmula estabelecida desde Jurassic Park (1993), o clima de suspense, animatrônicos e muito mais.

Quebrando os padrões

O produtor executivo e roteirista de Reino Ameaçado, Colin Trevorrow, afirma que o filme não deve seguir a fórmula conhecida nos anteriores - pessoas correndo de dinossauros em uma ilha. "Nós realmente nos inclinamos para algo que pareça novo e diferente, porque eu acho que o público vai ficar desinteressado se não apresentarmos novas ideas", comentou. Comparado à Jurassic World (2015), dirigido por Trevorrow, Reino Ameaçado será mais contido e íntimo, focando no suspense. "Gostaríamos de criar um apetite por algo diferente, para que as pessoas continuem a querer passar tempo conosco", disse o cineasta.

Chris Pratt, intérprete de Owen Grady, concorda com Trevorrow que é necessário oferecer algo novo para o público. "Criar um contexto em que as mesmas pessoas estarão de novo em uma situação assim pode ser difícil. Você realmente precisa pensar fora da caixa para criar algo assim", disse o ator. "Eles poderiam ter feito um filme em que apenas voltamos para a ilha,como foi em O Mundo Perdido: Jurassic Park (1997), acredito. Então eles pensaram que o único modo de dar um passo à frente era explodir a ilha e garantir que nunca voltássemos", completou.

Trevorrow disse que dirigiu Jurassic World  como se fosse um garoto de 12 anos, mas para o novo filme, a franquia precisava de um novo diretor. J.A. Bayona, responsável por filmes como O Orfanato (2007), O Impossível (2012) e Sete Minutos Depois da Meia Noite (2016), que demonstram seu talento para assustar, para criar suspense, emocionar e simpatizar com criaturas, tudo isso em ambientes muito reais. "Eu sinto que vozes diferentes são cruciais para manter a franquia atual, divertida e com qualidade", disse Trevorrow. "O que nós propomos não é algo que qualquer cineasta consegue fazer", completou, justificando a escolha do espanhol. Para Pratt, Bayona "tem todos os quesitos necessários, é um cineasta visionário e mestre do suspense".

"Eu sempre me senti muito inspirado pelos filmes do Steven Spielbrg, em todos os meus filmes," disse J.A. Bayona. "Então, para mim, não foi difícil adaptar um filme de Jurassic Park. Eu me senti muito confortável, especialmente neste, em que Colin queria aumentar o suspense. Para mim, é uma zona de conforto, a combinação perfeita", completou. Para se preparar para o trabalho, Bayona assistiu novamente a todos os filmes da franquia, além de outros de Spielberg, e releu os livros de Michael Crichton, autor e criador do livro original Jurassic Park, de 1990.

Os personagens

Diferente da primeira trilogia, os filmes de Jurassic World foram concebidos como uma história de três partes, com os arcos e a jornada das personagens se estendendo pelos três filmes. Seguindo os eventos do filme anterior, Claire (Bryce Dallas Howard) formou o Grupo de Proteção ao Dinossauro e está organizando uma missão de resgate aos animais, que podem ser extintos novamente. Ela recruta Owen para ajudá-la por conta do relacionamento dele com a Blue. Claire e Owen não são mais um casal, mas precisam um do outro nesta situação. "O amor ainda está lá. Eles não são feitos um para o outro, mas eles são ótimos parceiros na hora de lidarem com dinossauros e situações de estresse", disse Pratt.

"No primeiro filme, Claire teve um grande arco", disse Bryce Dallas Howard. A personagem foi alvo de polêmicas por sua postura e, principalmente, correr de salto alto de um T. rex. "Eu acho que foi demais. Fazia sentido na história. Algumas pessoas ficaram ofendidas, mas eu acho que isso estava fora do contexto da história. Ela era uma mulher que pertencia a um ambiente corporativo e estava totalmente isolada do mundo natural ao seu redor", finalizou a atriz.


Alguns novos personagens se unem a Owen e Claire: Franklin, interpretado por Justice Smith, e Zia, interpretada por Daniella Pineda, ambos membros do Grupo de Proteção ao Dinossauro. Além deles, há também Benjamin Lockwood, interpretado por James Cromwell. "O personagem de Cromwell é crucial para o contexto, não apenas deste filme, mas da franquia inteira", explica Trevorrow. "Ele tem uma ligação com John Hammond. Foi um desafio não podermos utilizar o personagem de Richard Attenborough [que interpretou Hammond em Jurassic Park, e faleceu em 2014], mas estudamos a escrita de Crichton e encontramos uma maneira orgânica e realista de encaixar o personagem Benjamin Lockwood".

Outra ligação com o passado é o retorno de Jeff Goldblum e seu personagem IanMalcolm, que apareceu pela última vez em O Mundo Perdido, e serve como uma voz da razão. Howard explicou que "há discussões e dilemas. Dr. Ian Malcolm se questiona 'o que vocês estão pensando? Deixem os dinossauros morrerem, pelo amor de Deus'".

Bayona confirma que a aparição de Goldblum não serve apenas para agradar aos fãs e que há um objetivo na história para o seu retorno. "Eu achei que fosse absolutamente necessário trazer Malcolm, porque ele age como um lembrete - uma voz na sua cabeça, dizendo o que é certo e o que é errado. Temos a situação mais complexa envolvendo dinossauros agora, e nós com certeza precisávamos trazer de volta esse personsagem", disse o diretor J.A. Bayona.

Goldblum faz apenas uma aparição especial, mas ele continua focado e em boa forma, mesmo 20 anos depois. "Mais uma vez, eu explico a necessidade da sabedoria na ciência e do avanço da ciência, e o motivo que precisamos deixar as pessoas que querem usá-la como entretenimento ou para fins militares fora disso", disse Goldblum. "Eu queria fazer algo com propósito. E eu amo o que eles fizeram", finalizou o ator.

De volta às origens

Reino Ameaçado será quase dois filmes em um. A erupção vulcânica estará no meio do filme e a segunda parte será algo totalmente diferente. "No meio do filme, nós mudamos drasticamente a direção e não voltamos atrás", promete Trevorrow. "Eu disse ao Colin que precisávamos fazer algo menor. Era o certo a se fazer", completou Bayona.


"Nós temos essa grande cena no meio e depois partimos para um clima mais claustrofóbico no final. Colin entendeu isso perfeitamente e, de algum modo, é a mesma coisa que Steven fez no primeiro Jurassic Park, em que o ataque do T. rex está no meio e depois foca no suspense com os velociraptores no final do filme", disse Bayona. O elenco e a equipe percebem que é um estilo que difere da maioria dos blockbusters e filmes comerciais atuais. "Vamos para uma área que vocês não conhecem... é um pouco inesperado. Eu acho que as pessoas vão adorar, é uma daquelas situações que você vai receber o que você quer, mas não o que você espera", comentou Pratt.

Animatrônicos - dinossauros quase reais

"É incrível para os atores, é uma experiência muito mais divertida", afirma Pratt sobre o uso de animatrônicos em Reino Ameaçado. No filme anterior, Pratt só pode contracenar com um Apatossauro, pois os outros dinossauros foram criados por imagens geradas no computador (CGI), apesar do elenco contar com modelos dos animais e até pessoas atuando como as feras em roupas de captura de movimento. Desta vez, Bayona e Trevorrow garantiram o retorno dos animatrônicos em tamanho real, nas mãos da equipe de Neill Scanlan, conhecido por seu trabalho na saga Star Wars. "Meu filho pôde ver e tocar em um T. rex e ficou, 'Oh meu Deus!'. Os raptores também são muito reais, e há uma equipe de 11 pessoas controlando-os", acrescenta Howard.

De tempos em tempos, Bayona pedia para que os animatrônicos se movessem de forma inesperada para registrar reações naturais do elenco. "Ele nos pegava desprevenidos", admite Pratt. "Era divertido para ele, e espero que tenha dado certo."

"Eu tinha um acordo com os atores. Eu perguntei se podia assustá-los de vez em quando e eles aceitaram. E isso, é claro, se tornou muito divertido. Às vezes eu tocava o rugido de um dinossauro no alto falante. Eu fui capaz de capturar esses momentos reais de medo", admite Bayona. 

O público talvez sinta o mesmo medo que os atores ao assistirem Reino Ameaçado, devido à propensão de Bayona aos sustos. "Eu estou morrendo de vontade de assistir ao filme com o público, porque, definitivamente, estamos apostando que esse seja o mais assustador até agora", disse Bayona. "Vamos ver o que vai acontecer quando apresentarmos o filme. Você pode imaginar como será a versão de Bayona para este filme. Ele é muito bom em te assustar mas fazer isso de forma realista e emocionante", disse Howard.

O último híbrido

O Indoraptor - novo híbrido do filme, com DNA da Indominux rex e de Velociraptor - é o predador perfeito. "A ciência criou um monstro. É como se fosse a Indominus rex de Reino Ameaçado, mas desta vez vai um pouco além", disse Pratt. Para Bayona, era importante que o Indoraptor fosse baseado em animais reais, desde a cor de sua pele, olhos e textura.

"Eu lembro que uma das coisas que eu tinha mais medo, quando criança, era o filme Dracula [1979], de John Bradham", relembra o diretor. "Eu lembro de ver esse filme e não conseguir dormir por meses. Há cenas muito semelhantes no roteiro que Colin escreveu, e eu fui inspirado pela imagem de um dinossauro entrando pela janela do quarto de uma criança. Quando eu era um garoto, eu sempre imaginei um monstro entrando pela janela. E também, eu achei que seria incrível montar uma cena de batalha com dinossauros em um quarto, porque é o local onde as crianças brincam com dinossauros de brinquedo", completou Bayona.

Depois da mudança de tom em Reino Ameaçado, Jurassic World 3 - que estreia em 2021 - vai mudar as coisas novamente. Trevorrow disse que o Indoraptor é o último híbrido da franquia. "Eu estou ansioso para que no terceiro filme a gente retorne para a paleontologia, animais selvagens, dinossauros de verdade", ele disse. Ele está atualmente trabalhando no roteiro com Emily Carmichael (de Círculo de Fogo: A Revolta, 2018).

Jurassic World: Reino Ameaçado estreia em 21 de junho de 2018 nos cinemas brasileiros.

Fonte: Revista Total Film
Tradução e adaptação: Mundo Jurássico BR

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