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domingo, 5 de agosto de 2018

O que aconteceu com a Isla Sorna?



Uma das principais dúvidas que surgiram após a estreia de Jurassic World: Reino Ameaçado, que apresenta os personagens Owen (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) em uma missão de resgate aos dinossauros ameaçados por uma erupção vulcânica na Isla Nublar, foi: "por que os animais não foram levados para a Isla Sorna, a outra ilha com animais desextintos?"

Nós preparamos uma explicação detalhada do que aconteceu no Sítio B, de acordo com as fontes oficiais do cânone dos filmes (ou seja, tudo que faz parte da história), como os sites da Masrani Global, Dinosaur Protection Group e o livro The Evolution of Claire.

A resposta mais simples é: a Isla Sorna também é uma ilha de formação vulcânica. Ou seja, os dinossauros não estariam seguros lá para sempre. Assim como ninguém previu a erupção do Monte Sibo, o vulcão da Isla Nublar, era possível que outro evento similar ocorresse na Isla Sorna. O fato de, nos filmes, as duas ilhas terem formação vulcânica foi retirado direto das obras originais, os livros Jurassic Park (1990) e O Mundo Perdido (1995), de Michael Crichton. Inclusive, no filme O Mundo Perdido: Jurassic Park (1997), também é citado que a ilha utiliza energia geotérmica.

Porém, há muito mais por trás da Isla Sorna. O famoso Sítio B era o berçário original dos dinossauros que habitariam, mais tarde, o Jurassic Park na Isla Nublar. A ilha foi abandonada em 1993, no mesmo ano que aconteceu o desastre no parque, mas por um motivo diferente: ela precisou ser evacuada pois seria atingida pelo furacão Clarissa.

Após a evacuação, os dinossauros que ali viviam e ainda não haviam sido transportados para a Isla Nublar, acabaram se libertando e transformaram a ilha em um verdadeiro paraíso pré-histórico. Em 1997, aconteceram os eventos do filme O Mundo Perdido. Ao final da história, o governo americano e costa-riquenho tornou a ilha uma área restrita para que não houvesse mais interferência humana na vida dos animais. Apesar disso, atividades como caça furtiva foram relatadas no entorno da ilha.

Também foi criado o projeto de lei de Negligência Ética na Ressurreição Paleo-Genética, mais conhecido como Gene Guard Act (algo como Acordo de Guarda de Genes, em tradução literal). O Acordo estendia aos dinossauros os mesmos direitos e proteções destinados à outras espécies ameaçadas, além de proibir qualquer posterior clonagem de espécies da fauna e da flora pré-histórica pela InGen, que estava comprometida (naquela época) a manter regulamentos éticos rigorosos em relação às criaturas.

No ano seguinte, a InGen foi adquirida pela Masrani Global, assim como o acesso e controle das duas ilhas, e os planos para a construção de um novo parque iniciaram, mesmo com o Gene Guard Act ainda em efeito. Em 1999, a empresa começou a trabalhar na clonagem de novas espécies, na Isla Sorna - de forma secreta e ilegal. Dr. Henry Wu provavelmente já estava envolvido no projeto, apesar de, oficialmente, ter começado a trabalhar na nova encarnação do parque apenas em 2000.

As novas espécies - anquilossauro, ceratossauro, coritossauro e espinossauro - não estavam na antiga lista de animais clonados pela InGen. Inclusive, em um arquivo confidencial escrito por Dr. Wu e vazado em 2015 no site Masrani Backdoor, o cientista se refere a um "acidente deixado na Isla Sorna", que pode se referir a alguma das novas espécies criadas, mas muito provavelmente ao espinossauro, que era muito diferente do animal extinto, além de apresentar um nível de agressão muito alto.

Os experimentos e testes nessas novos espécies duraram cerca de nove meses. Após este período, os cientistas abandonaram a ilha novamente e deixaram os novos dinossauros à própria sorte. Estes animais conseguiram sobreviver e foram avistados pelos sobreviventes do incidente de 2001, apresentados no filme Jurassic Park III.


Em 2003, um representante da Masrani Global solicitou que as restrições de "desenvolvimento posterior" fossem retiradas do Gene Guard Act para que novas espécies pudessem ser clonadas legalmente no novo parque.

Em 2004, a construção do Jurassic World estava quase concluída e os animais da Isla Sorna começaram a ser levados para a Isla Nublar para servirem como atrações do novo parque. Esse processo foi crítico para o bem-estar dos animais que viviam na Sorna, que já estava sofrendo de uma estranha queda na população de dinossauros. Os paleontologistas, na época, acreditaram que era devido à disputas territoriais, mas também haviam teorias de que a queda era devida a doenças cataclísmicas ou até o próprio comportamento dos animais. 

Porém, pesquisas recentes divulgadas pelo Dinosaur Proctection Group (Grupo de Proteção ao Dinossauro, em tradução literal, criado pela Claire), afirmam que a introdução das espécies ilegais na ilha, em 1999, causaram um impacto profundo em seu ecossistema. O termo "efeito caótico", retirado do livro Deus Cria os Dinossauros, do Dr. Ian Malcolm, passou a ser aceito como a melhor descrição para as mudanças radicais e não-naturais que aconteceram na ilha.

O Dinosaur Protection Group ainda confirma que, provavelmente, todos os animais que viviam na Isla Sorna foram extintos até o ano de 2018, quando ocorrem os eventos de Jurassic World: Reino Ameaçado, conforme a imagem abaixo, que aponta as espécies exclusivas daquela ilha como mortas:


Ainda é possível que a Isla Sorna apareça em outros filmes ou materiais oficiais da série. A vida pode ter encontrado um meio e alguns animais podem ter sobrevivido à todas as mudanças no ecossistema na ilha. Tudo isso é um grande mistério ainda.

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