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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Roteirista Colin Trevorrow responde perguntas sobre Jurassic World 2


O roteirista Colin Trevorrow, em conversa com a revista Entertainment Weekly, respondeu a algumas perguntas sobre questões deixadas em aberto em Jurassic World: Reino Ameaçado.

Trevorrow, que escreveu e dirigiu Jurassic World (2015), e já está escalado para cumprir o mesmo papel no sexto filme da franquia Jurassic Park, com lançamento marcado para 2021, é a principal autoridade no que diz respeito a história dos filmes até aqui e o seu futuro. Na sessão de perguntas e respostas, ele revela um pouco sobre o destino de alguns personagens de Reino Ameaçado e dá algumas dicas e ideias do caminho que Jurassic World 3 pode seguir. Confira, na íntegra:

Os dinossauros são libertados no final do filme. O que isso significa para o terceiro filme? Vários dinossauros correndo descontrolados?
Isso soa caótico [risos]. Não, será focado em uma história com dinossauros ao redor do mundo. Nós realmente queríamos que essa tecnologia, esse poder genético, se tornasse um código aberto no final do filme. O que nós estamos sugerindo é que não apenas esses animais específicos que nós nos importamos e que estavam em cativeiros e agora estão livres, mas também a habilidade de criar esses animais agora se espalhou um pouco mais para além do nosso amigo Dr. Wu. O fato de qualquer tecnologia ser código aberto, como o poder nuclear, é a parte assustadora para mim.

No fim, nós vemos alguns dinossauros sendo transportados em caminhões. Esses são os indivíduos que fizeram lances aos dinossauros no leilão na mansão Lockwood?
Sim. Há compradores desconhecidos ao redor do mundo levando suas aquisições, principalmente carnívoros, para fazerem o que eles quiserem.

Nós não vemos quem, mas alguém está em posse de algumas amostras de DNA.
Nós estamos sugerindo que as aquisições foram de dinossauro vivos a embriões,DNA e tudo mais.

Você mencionou o Dr. Wu - ele está vivo?
Eu apenas vou dizer que eu não sinto que a história dele foi finalizada. Eu acho que há mais coisas a serem contadas. Ele é, obviamente, um personagem importante para nós. Ele realmente é importante para a história que estamos contando.

E a babá de Maisie, Iris? Ela está viva? Ela foi demitida e apenas foi embora, tipo "falou"?
[Risos] Nós a perdemos de vista na história. Eu não quero identificar de forma clara onde ela está. Ela não está morta. Eu não quero dizer isso ainda. Mas ela foi prontamente dispensada.

Ela pode retornar no terceiro filme?
Eu não vou dizer, "eu não sei". Eu direi, "eu não posso falar".

Fale a respeito da criação de Maisie. Uma da grandes reviravoltas é a relevação que ela é um clone, criada com a tecnologia de Hammond e Lockwood. O que o fez querer explorar isso?
Bem, nós estamos muito mais próximos de clonar um humano do que dinossauros. Para mim, pareceu um salto menor do que dinossauros. [A cantora e atriz] Barbra Streisand recentemente clonou seu cachorro. Eu cito especificamente, pois eu pergunto, "o que a motivou?" Ela clonou o seu cachorro por amor. Ter um personagem que tem um amor tão profundo e sentiu tanto a perda e não consegue seguir em frente, acho que é algo que todos nós podemos nos relacionar. Então a ideia de você poder trazer alguém de volta dessa modo é muito bem fundado, de forma universal.


Mills conta a Owen e Claire que eles são os "pais" dessa nova era. O terceiro filme vai tratar deles retificando os seus erros e revertendo a caixa de pandora?
Eu não sei se isso é possível. Mas eu sei que essa é uma cena muito importante. Ela claramente identifica o valor narrativo desses dois personagens. Não são apenas duas pessoas que acabaram juntas. As ações desses dois individuos fizeram a história seguir em frente e é a razão de estarmos aqui. O filme é sobre senso de responsabilidade. O próximo filme é sobre a redenção deles.

Eles, de certa forma, se tornam os guardiões legais da Maisie no final. Eles vão continuar sendo no próximo?
Eu achei que esse filme foi como um mito de criação de uma família, assim como os filmes da Disney são. A evolução do relacionamento deles de uma brincadeira, como no primeiro filme, para onde eles se encontram neste, em que eles amadurecem significantemente até o final quando se tornam guardiões e têm a responsabilidade por uma outra vida. No terceiro filme, essa responsabilidade continuará.

Há algumas cenas de salto/botas neste filme. O quão louca foi aquela polêmica sobre os saltos?
Isso foi uma coisa exclusivamente americana, mas eu escutei. Eu acho que as imagens, ícones e mensagens importam. A cena a qual você se refere foi criada para espelhar a introdução da Claire no primeiro filme, mas o elevador não funciona. O resto, é coisa do nosso diretor.

Você me disse, da última vez que conversamos, que o terceiro filme é mais um "thriller científico", como o primeiro Jurassic Park. Você pode elaborar?
Você acha que eu vou te contar sobre o que será o filme? [Risos] Com certeza, me aproximar da ciência e da paleontologia é algo muito importante para mim. Há momentos nos dois filmes em que há cenas muito parecidas com Jurassic Park, de pessoas debatendo ética e moralidade na ciência, todas essas cenas tem um lugar. Mas nós temos muita sorte em ter uma franquia em que as crianças gostam por ser baseada em ciência. Esses animais realmente existiram. Eu acho que já construímos um "império de pipoca", então no terceiro filme vamos poder abordar temas e ideias que façam as crianças reconhecerem que a ciência é real, que os dinossauros são reais, e que nós não inventamos essas coisas.

Militarizar dinossauros é algo que está sendo discutido desde o primeiro Jurassic World. Nós veremos a culminação disso no terceiro filme, como um velociraptor armado?
Eu não vou continuar dizendo "não" para tudo. Para mim, essa ideia é sempre melhor na fantasia de algum vilão enlouquecido. É onde eu acho que essa ideia vive.

Franklin e Zia vão retornar para o terceiro filme? 
Eu amo esses personagens. Muito do que estamos fazendo é criar essas pessoas e ver como o público responde a eles, ver se ele os amam tanto quanto nós. Eu não presumo que todo mundo vai gostar de tudo. Eu espero que as pessoas gostem do Franklin e da Zia — eu, com certeza, gosto.

Ian Malcolm encerra o filme. Ele pode retornar?
Eu amo os personagens clássicos. Eu gosto tanto deles que esse é o motivo de eu ter limitado a aparição deles nos filmes a momentos que sejam absolutamente orgânicos e reais para a história que estamos contando. Minha missão é tentar encontrar um modo de respeitar o seu legado. Eu sei o quanto esses personagens significam para as pessoas.

A Ellie pode retornar? 
Eu adoraria. Eu acho que ela [Laura Dern] é uma das melhores atrizes atuais.

Você tem algo que possa adiantar sobre Jurassic World 3
Vou apenas dizer que essa é uma longa história, que foi pensada e planejada. Eu acho que quando as pessoa assistirem a Reino Ameaçado e verem as escolhas que fizemos, elas vão confiar no rumo que estamos seguindo e perceberão que temos um plano. Eu posso prometer que o terceiro filme será emocionante. 

Jurassic World: Reino Ameaçado já está em exibição nos cinemas de todo o Brasil.

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