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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Artigo: Grupo de Proteção ao Dinossauro - Acordo de Guarda de Genes


O site do Grupo de Proteção ao Dinossauro publicou um novo artigo que revela os bastidores da Masrani Global, empresa que comprou a InGen. Escrito pela personagem  Zia Rodriguez (Daniella Pineda), o texto fala sobre as leis que foram criadas para proteger os dinossauros e impedir que empresas clonassem mais animais, porém, como sabemos, a lei não foi cumprida. Entre os mistérios revelados, está o porque de espécies que não estavam na lista da InGen, como o Espinossauro, existirem. O artigo ainda divulga a lista completa da InGen, datada de 1996, com a população de dinossauros nas ilhas Nublar e Sorna. Confira o texto abaixo, traduzido pelo Mundo Jurássico BR:
 

O que matou o Acordo de Guarda de Genes?





A existência de dinossauros sempre foi um assunto complicado, em termos políticos. Porém, quando o resort foi destruído em 2015, investigações sobre o incidente desenterraram esquemas de corrupção anteriores à abertura do parque.

O Acordo de Guarda de Genes

O projeto de lei de Negligência Ética na Ressurreição Paleo-Genética (ENPGR, na sigla em inglês) foi aprovado sob o título mais simples Gene Guard Act (Acordo de Guarda de Genes, em tradução literal) em 1997, como resposta ao Incidente de San Diego. Ele foi criado pela Comitê Americano de Ciência (UHCS, na sigla em inglês), trabalhando com membros chave da InGen. O Acordo estendia aos dinossauros os mesmos direitos e proteções recebidos pelas outras espécies ameaçadas, e também restringia o acesso às ilhas de propriedade da InGen. Ele também proibia qualquer posterior clonagem de espécies da fauna e da flora pré-histórica pela empresa, que estava comprometida (naquela época) a manter regulamentos éticos rigorosos sobre os animais.

"A InGen é obrigada a conter e proteger a proliferação dos dinossauros, seja ela por meio de reprodução não controlada ou experimentos; também deve protegê-los contra qualquer mal que seja organizado para a destruição de seu ecossistema ou condição de vida." - projeto de lei de Negligência Ética na Ressurreição Paleo-Genética, 1997.


Esses regulamentos continuaram em efeito após a Masrani Global comprar a InGen. Mas em 2003, membros de alto escalão do Comitê Americano de Ciência revisaram as rígidas leis do Acordo e afirmaram publicamente sua confiança na promessa da Masrani Global em corrigir os erros do passado. O novo Acordo, agora mais leve, permitiu que uma das maiores empresas do mundo criasse novos animais como atração do Jurassic World.

Entretanto, apenas três meses após os eventos de 2015, e em paralelo ao inquérito sobre a má conduta bio-ética por parte da InGen e do geneticista do Jurassic World, Dr. Henry Wu, o Congresso dos Estados Unidos anunciou que iria abrir um inquérito sobre a possível violação do Acordo de Guarda de Genes. Isso ocorreu após diversos funcionários da Masrani Global e da InGen virem a público para revelarem evidências incriminadoras contra seus empregadores. Foi desenterrado que muitas as espécies presentes na Isla Nublar eram novos espécimes que foram clonados antes das leis serem "relaxadas" em 2003, e a mudança foi aprovada pelo Comitê Americano de Ciência por meio de corrupção e um processo deliberadamente enganoso.


A mudança na lei

Em 2003, um representante da Masrani Global (cujo o nome foi convenientemente riscado dos registros) trouxe o Acordo de Guarda de Genes para o Comitê Americano de Ciência, pedindo que as restrições de "desenvolvimento posterior" fossem retiradas por "motivos de avanço médico". Pelo relatório, o representante alegou que eles manteriam o dever de cuidar das espécies mais velhas, mas requisitaram o direito de desenvolver novas técnicas de trabalho em genes. Foi publicado:

"O avanço dessas tecnologias, baseadas em itens antigos e na criação de novos, seria uma prevenção à anomalias genéticas ou doenças hereditárias que poderiam potencialmente surgir durante o ciclo de vida de qualquer um dos animais, e poderia potencialmente se estender a erradicação de muitas dessas doenças que prevalecem no reino animal e nos seres humanos. As aplicações dessas pesquisas se estenderiam para a vida selvagem e ecossistema ao redor da Isla Nublar." - Representante da Masrani Global [nome desconhecido], março de 2003.
 
Papéis sobre este encontro, onde membros chaves do conselho foram, em citação direta, "comprados e pagos" para reverter o Acordo de Guarda de Genes — essencialmente colhendo as recompensas do novo parque, pagos pelos lucros da Masrani Global. Esses membros foram, desde então, desligados de suas funções legais, com alguns até cumprindo sentença na prisão.

SÍTIO B - ISLA SORNA 
PROPRIEDADE DA MASRANI GLOBAL
STATUS: ABANDONADA / RESTRITA

As espécies ilegais

Informações a respeito de espécies criadas de forma ilegal vazaram na internet durante o inquérito de 2015 por meio de um hacker anônimo conhecido como JUR@55!_H@K3R, que publicou documentos sensíveis da InGen. As revelações incluiam:
  • As novas espécies foram criadas em segredo na Isla Sorna (Sítio B) e foram realizados experimentos nelas durante um período de nove meses, começando apenas 100 dias depois que a companhia foi comprada pela Masrani Global.

  • A incubação foi realizada de forma secreta e rápida para não chamar atenção; apenas alguns membros da InGen estavam envolvidos, e seus nomes foram removidos dos documentos. Não está claro se o CEO da Masrani Global, Simon Masrani, estava ciente da violação da lei.

  • A pesquisa e o crescimento desses animais foram arquivos sobre o nome "Pesquisa e Desenvolvimento Inicial para a Segunda Incarnação do Jurassic Park".

  • As novas espécies incluíam o Anquilossauro, Ceratossauro, Coritossauro e Espinossauro. Todas foram abandonadas no Sítio B, até que os animais sobreviventes foram, alegadamente, movidos para a Nublar para serem utilizados como futuras atrações do Jurassic World.

  • Diversos desses animais foram originalmente reportados pelos sobreviventes do acidente de avião na Isla Sorna durante o verão de 2001, mas essas informações foram rapidamente escondidas por "funcionários subornados".

LISTA DA INGEN | 07 DE DEZEMBRO DE 1996

ISLA NUBLAR

Um Triceratops foi encontrado morto com a marca de mordida de um Tiranossauro Rex. O carnívoro também foi a causa da diminuição drástica da população de Galimimos. Além desses, a T. Rex também se alimentava de carcaças.

Não há informações sobre a população de Velociraptores. Nenhum animal vivo foi encontrado, mas a equipe que realizou uma vistoria na Isla Nublar em 1994 encontrou carcaças de animais jovens. Os dinossauros originais conseguiram mudar de sexo por conta do DNA de rã.

Alguns Compsognatos foram encontrados na ilha, apesar de não terem sido criados ali. Acredita-se que os animais tenham conseguido migrar da Isla Sorna até a Nublar em navios que prestavam serviço à InGen.

ISLA SORNA

Não há informações atualizadas sobre a população de nenhuma espécie. Inicialmente, haviam 6 Tiranossauros Rex, 18 Velociraptores, 2 Carnotauros e 5 Baryonixes na ilha. 

DINOSSAUROS INATIVOS / AMOSTRAS DE DNA



ISLA NUBLAR
PROPRIEDADE DA MASRANI GLOBAL
STATUS: ABANDONADA / RESTRITA
LAR DOS ÚLTIMOS DINOSSAUROS

A criação ilegal de espécies e o suborno entre aqueles que foram designados para defender a lei deram uma imagem ruim ao Acordo e à sua validade em frente ao público geral. Hoje, o Acordo de Guarda de Genes está essencialmente extinto, uma consequência do cenário político inconsistente. É seguro dizer que as políticas e leis sobre a proteção desses animais nunca foram totalmente aplicadas ou monitoradas.

Após quase quatro décadas de má conduta, a proteção legal aos dinossauros vivos precisa de sanções mais fortes e um cuidado rigoroso para assegurar um futuro seguro tanto para os humanos quanto para os dinossauros. O Acordo de Guarda de Genes pode não existir mais, está enterrado com uma má reputação, mas seus princípios ainda são válidos. Não apenas esses animais merecem seus direitos, mas seus direitos devem ser protegidos daqueles que repetiriam os erros do passado.




Zia Rodriguez,

Paleo-veterinária
Grupo de Proteção ao Dinossauro


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